Ainda não sei o que escrever sobre você. Eu me apaixonei. Eu sinto tudo que uma pessoa deveria sentir quando ama alguém. Eu sinto coisas que nunca senti com ninguém e você também. Eu sinto calafrios pelo meu corpo que ninguém nunca provocou em mim. Se você me diz "eu te amo" meu corpo se aquece por dentro quase que agradecendo por te ter por perto.
Mas a minha cabeça não. Ela insiste em me fazer desacreditar. Me fazer pensar se ainda tem algum resquício daquela ex no seu coração. Aquela que você quase não comenta sobre, provavelmente porque foi a que você mais gostou. Ou será que... Será que você não quer que as pessoas saibam que estamos juntos? Porque isso tudo é novo pra mim mas eu já me abri pra todo esse universo por não conseguir manter esse amor recluso dentro de mim.
Entretanto... "É só ciúme, doença que contraí porque te amo demais. Mas também é loucura. Loucura tem cura, ciúme também."
Looking for happiness
keep breathing
21 junho, 2019
06 novembro, 2018
I'll never love again, A Star is Born soundtrack
The worst part of being in love is losing it and then being so sure that you're never gonna feel this way again, even if you wanted to. The worst part isn't living in the house we lived together and relive everyday the days we spent together. It isn't coming home and sit on the bus wishing I was holding you hand. It isn't so bad, after all, not having the courage to show anyone our house because I treat it like a sacred place. The loneliness is not a big deal also because I can - and I do - find my own company amusing.
The worst is knowing from the bottom of my heart that no one is ever going to make me feel this way again. Knowing that there will never come the time when I will feel the eletricity of being around someone like you again. No one in this world is capable of being more interesting and yet not boring like you are. No one can be so funny in the most ridiculous ways and yet look so smart. No one will ever make me feel so comfortable of speaking my mind out.
And even though we lost ourselves in the way, I will always hope that we can find each other again. You are the one person I miss the most and isn't one single day that I do not think about you. Maybe sometime we can meet again and make things work out.
The worst is knowing from the bottom of my heart that no one is ever going to make me feel this way again. Knowing that there will never come the time when I will feel the eletricity of being around someone like you again. No one in this world is capable of being more interesting and yet not boring like you are. No one can be so funny in the most ridiculous ways and yet look so smart. No one will ever make me feel so comfortable of speaking my mind out.
And even though we lost ourselves in the way, I will always hope that we can find each other again. You are the one person I miss the most and isn't one single day that I do not think about you. Maybe sometime we can meet again and make things work out.
21 agosto, 2018
A mulher da minha vida
Por você chorei três vezes.
A primeira vez foi quando eu soube que acabaria: muito antes de acabar. O sentimento de que poderia ser a última vez me acompanhava todos os dias, sem saber quanto tempo levaria. Quando acabou, contudo, não chorei. Já havia acabado-não-acabando tantas inúmeras vezes, já havia acabado e havia deixado de acabar. Já havia dito pra sempre e nunca mais.
Pois quando acabou, não achei que acabaria. Mas acabou. E quando dei por mim de que era vero e havia acabado, chorei pela segunda vez. Chorei ao te ver indo embora, chorei quando te vi em sua nova casa, chorei todas as dezenas de vezes que soube que você estava sendo em outro lugar que não no meu cangote.
Hoje choro de novo porque quando minha namorada se foi, você, eu ainda tinha uma alma gêmea. Porque nunca confiei em ninguém mais que em você. Nem em mim mesma. Confiei tanto... Que eu deixei de ser eu mesma porque gostava mais de você. E não sabia... Não sabia que era errado gostar mais de te ver sendo do que eu mesma ser. Agora, choro pela terceira vez: não mais porque perdi uma lover, mas porque me sinto perdendo a mulher da minha vida.
A primeira vez foi quando eu soube que acabaria: muito antes de acabar. O sentimento de que poderia ser a última vez me acompanhava todos os dias, sem saber quanto tempo levaria. Quando acabou, contudo, não chorei. Já havia acabado-não-acabando tantas inúmeras vezes, já havia acabado e havia deixado de acabar. Já havia dito pra sempre e nunca mais.
Pois quando acabou, não achei que acabaria. Mas acabou. E quando dei por mim de que era vero e havia acabado, chorei pela segunda vez. Chorei ao te ver indo embora, chorei quando te vi em sua nova casa, chorei todas as dezenas de vezes que soube que você estava sendo em outro lugar que não no meu cangote.
Hoje choro de novo porque quando minha namorada se foi, você, eu ainda tinha uma alma gêmea. Porque nunca confiei em ninguém mais que em você. Nem em mim mesma. Confiei tanto... Que eu deixei de ser eu mesma porque gostava mais de você. E não sabia... Não sabia que era errado gostar mais de te ver sendo do que eu mesma ser. Agora, choro pela terceira vez: não mais porque perdi uma lover, mas porque me sinto perdendo a mulher da minha vida.
19 agosto, 2018
Mario Benedetti
Bienvenida
Se me ocurre que vas a llegar distinta
no exactamente más linda
ni más fuerte
ni más dócil
ni más cauta
tan sólo que vas a llegar distinta
como si esta temporada de no verme
te hubiera sorprendido a vos también
quizá porque sabes
como te pienso y te enumero
después de todo la nostalgia existe
aunque no lloremos en los andenes fantasmales
ni sobre las almohadas de candor
ni bajo el cielo opaco
yo nostalgio
tú nostalgias
y como me revienta que él nostalgie
tu rostro es la vanguardia
tal vez llega primero
porque lo pinto en las paredes
con trazos invisibles y seguros
no olvides que tu rostro
me mira como pueblo
sonríe y rabia y canta
como pueblo
y eso te da una lumbre
inapagable
ahora no tengo dudas
vas a llegar distinta y con señales
con nuevas
con hondura
con franqueza
sé que voy a quererte sin preguntas
sé que vas a quererme sin respuestas.
20 de abril de 2016
Quando bate aquela saudade
Ou
A long time ago but yet nowadays
Não tem nada que descreva tudo que acontece aqui dentro nesses dias. Perco horas do dia procurando algo que me satisfaça e me ajude a chegar a alguma conclusão que me faça seguir em frente e todos os dias me convenço de que tudo já passou e todos os dias me engano achando que esse amor um dia vai passar. Dizer que cê foi uma péssima namorada, saber todos os dias que chorei por medo de te perder ou por saber que não tinha outro jeito, entender e ouvir todos os domingos que mesmo eu te querendo eu sei que isso não vai me fazer bem agora não me faz te querer menos.
Ou
A long time ago but yet nowadays
Não tem nada que descreva tudo que acontece aqui dentro nesses dias. Perco horas do dia procurando algo que me satisfaça e me ajude a chegar a alguma conclusão que me faça seguir em frente e todos os dias me convenço de que tudo já passou e todos os dias me engano achando que esse amor um dia vai passar. Dizer que cê foi uma péssima namorada, saber todos os dias que chorei por medo de te perder ou por saber que não tinha outro jeito, entender e ouvir todos os domingos que mesmo eu te querendo eu sei que isso não vai me fazer bem agora não me faz te querer menos.
Tentei no início me manter distante de você porque acho que nada é tão difícil pra mim quanto te encontrar e saber que tudo que eu sonhei não vai acontecer mais, ou que eu nunca mais vou sentir teu calor e sua respiração mudar quando minha pele toca a sua, quando minha mão toca a sua, nossas bocas, línguas, corpos em combustão instantânea, mas sem fim.
Olhar pra ti é lembrar de todas suas coisas favoritas (que eu sei e me lembro): chuchu, tomate, temaki, ovomaltine; que você não gosta de milho e que cê me ensinou a usar menos sal; da sua mania de se esquecer de enxaguar as axilas, o pescoço, atrás da orelha; é lembrar de todas as vezes que dormimos juntas, de todas as madrugadas que passamos conversando, de todos os dias que passamos transando, de todas as vezes que eu jurei pra mim mesma que era só uma maré ruim e que a gente ia conseguir, que a gente tinha que conseguir, que eu nunca na vida quis tanto estar com alguém.
Mas olhar pra ti também é lembrar que eu sofri, que ainda sofro um pouquinho todos os dias por saber que não posso estar com você, é lembrar que você precisou estar com outras pessoas pra começar a entender tudo que eu tentei te explicar naqueles quase oito meses.
E tudo que a gente programou, tudo que a gente ia realizar até o final dessa lua grande não vai mais acontecer. E a saudade que me dilacera constantemente quando a gente se encontra e eu sei que vou ter que guardar todos os beijos que eu queria te dar pro resto da vida. A saudade que eu sinto é maior que toda a angústia de ter que te ver como amiga e saber que você já superou, que cê já tá em outras, que um dia cê vai fazer planos com outra mina e contar pra ela tudo que eu já sei e até mais, que a Sofia não vai mais ser minha filha e que nossa viagem pro Chile nunca vai acontecer.
Permanecer perto de ti é mais que apenas um querer, é uma necessidade do que me faz bem, desse turbilhão de sentimentos que me confundem e esse furacão no meu coração que me devasta e o sorriso que não consigo segurar assim que noto sua presença. A tua presença, desde sempre e pra sempre, entra pelos sete buracos da minha cabeça e paralisa o momento onde tudo começa, desintegra e atualiza a minha presença, envolve o meu tronco, meus braços e minhas pernas e me faz permanecer intacta em tudo que sinto, e ainda segurar todos os impulsos do meu corpo que - entre tremeliques - anseia outros encontros com o seu. A tua presença é a coisa mais bonita em toda a natureza. Obrigada por ficar, mesmo não sendo da forma que eu esperava.
13 julho, 2017
otim
Dia desses enquanto comíamos qualquer coisa direto da panela, naquele leva e trás entre panela e boca, Renato lembrou que sua mãe sempre dizia que isso estragava a comida, não podia fazer. Lembrei que minha vó também dizia: colher de boca "azeda" a comida. Comentei com naturalidade as palavras da minha vó, na certeza de que tudo que vó dizia devia ser verdade.
Foi aí que Renatinho perguntou entre seus risos debochados muito frequentes o por quê disso acontecer. Quer dizer, então você coloca uma colher um pouco sujinha de saliva e isso faz a comida azedar? Mas quem já viu isso acontecer de verdade?
Você já viu?
E você?
Você já?
Pra Renato é muito natural questionar o que te dizem. Por isso ele questionou por quê não podia beber,
por quê não podia fumar,
por quê não podia usar drogas,
por quê não podia ficar com um homem (esse pode de verdade),
por quê não podia lutar com assaltante,
por quê não podia entrar em carro de estranhos.
Parece aquele jogo de nove verdades e uma mentira, algumas ele acertava em arriscar. Felizmente também questionou por quê não podia entrar num terreiro e raspar seu cabelo pra Orixá. E foi se desafiando a fazer o santo que Renato encontrou os motivos pra não fazer (quase) tudo que um dia já disseram que ele não poderia fazer.
Foi aí que Renatinho perguntou entre seus risos debochados muito frequentes o por quê disso acontecer. Quer dizer, então você coloca uma colher um pouco sujinha de saliva e isso faz a comida azedar? Mas quem já viu isso acontecer de verdade?
Você já viu?
E você?
Você já?
Pra Renato é muito natural questionar o que te dizem. Por isso ele questionou por quê não podia beber,
por quê não podia fumar,
por quê não podia usar drogas,
por quê não podia ficar com um homem (esse pode de verdade),
por quê não podia lutar com assaltante,
por quê não podia entrar em carro de estranhos.
Parece aquele jogo de nove verdades e uma mentira, algumas ele acertava em arriscar. Felizmente também questionou por quê não podia entrar num terreiro e raspar seu cabelo pra Orixá. E foi se desafiando a fazer o santo que Renato encontrou os motivos pra não fazer (quase) tudo que um dia já disseram que ele não poderia fazer.
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