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23 novembro, 2010


Me sinto congelada, correndo contra o tempo, vivendo de impossibilidades. Sinto como se estivesse em uma ponte e não houvesse lugar para onde fugir, qualquer movimento causaria minha morte. Se eu pulasse te perderia; o que causaria minha morte, a morte da minha alma, a morte do meu amor. Se eu voltasse, eu perderia ela, minha vida, minha essência, meu amor. Perdidos. Correndo contra o tempo e sem saber o que fazer. Congelada na Ponte Sem Vida que fica no Meio Do Nada. Sem poder poupar o sofrimento de algum deles e muito menos o meu. Perdida em sentimentos, pessoas, vidas; minha própria vida em perigo e eu imóvel, muda, cega, surda. Tudo por causa do amor, amor infinito e sofrido. Amor injusto esse, não polpa ninguém e não vai embora, não acaba com o sofrimento logo.

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