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10 dezembro, 2010

Hoje você faz 17 anos, o que não significa nada mas também significa tudo. E se você já tivesse 18? Você viria aqui ano que vem, certo? Ou talvez não. Não que eu me preocupe de verdade com isso, mas eu gostaria que viesse me ver como prometeu desde o começo do ano. Nossa, o começo do ano... Quer dizer, te conheço a menos de um ano, mas é como se fosse uma eternidade. E quanta coisa mudou desde o início do ano, não é? Você ficou diferente, eu também; as coisas voltaram ao normal e se foram de novo; te ignorei, você me ignorou; deixei claro tudo que sinto e você também, só que tudo parece ter mudado de novo. Antes eu conversava com você muito naturalmente, contava tudo que acontecia... E você também fazia isso. Mas as coisas estão diferentes agora e, pra falar a verdade, eu sinto falta de saber tudo que você faz, sinto falta da importância que dava às minhas opiniões e sinto falta das horas conversando e rindo sobre o rumo que as conversas tomavam.
Só pra encerrar, quero dizer que não importa quanto tempo fiquemos sem nos falar, sempre vou te amar.

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