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10 janeiro, 2011

Querendo ou não as pessoas que fazem parte da minha vida (e de qualquer outra pessoa) vão embora, um de cada vez. E coincidentemente ou não, isso acontece exatamente quando eu começo a não me sentir tão mal com a ausência de alguém.
Essas pessoas fazem muita falta (do contrário eu não estaria escrevendo sobre isso) e  por pior que seja o modo como eles saíram da minha vida, eu sinto falta de todos.
Primeiro meu pai, depois minha melhor amiga (arrumei outra com o tempo), depois me avô, e agora o que eu poderia de chamar de meu primeiro amor (lies). Pra falar a verdade eu só sinto falta do meu avô mesmo... É aí que entra outro argumento: Cemitério. Meu avô faleceu (1 mês pra 5 anos) e eu gosto muito de ir no cemitério e ficar conversando com ele. O que me deixa espantada mesmo é que as pessoas acham isso anormal.
"Caralho, cara, é meu avô que tá enterrado aqui, dá licença? Eu tenho todo o direito do mundo de sentir a falta dele e querer vir no cemitério conversar com ele. E a vista daqui é linda. Agora vaza e me deixa em paz."

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