Estou uma bagunça.
Quando tudo parece estar bem aquele meu sexto sentido diz que não está. Alguns tem o dom de tocar instrumentos musicais, outros de resolver equações impossíveis, mas eu? Eu tenho o dom de desconfiar de tudo.
Estava tentando me lembrar do exato momento em que tudo ficou assim, difícil. A culpa foi minha.
Me desculpe.
A minha função é suportar por mim e por você qualquer mazela. Acontece que sou mais forte, mais dura, mais fria. Como o mármore. Você sabe disso.
No entanto, a partir do momento que me permiti ser carregada por você, perdemos o equilíbrio.
Eu que preciso carregar a mim e a você. Não o contrário.
Medo.
Tão frequente, não acha?
Mas, sempre que estamos felizes, o medo de perder sufoca tal felicidade.
Como pode o medo de não ser feliz fazer com que a felicidade de fato acabe?
Ficamos estranhos, melancólicos, saudosos. O abismo entre nós nos rouba a alma. O riso.
Ah, a vida.
Cheia de surpresas e planos e surpresas. Destino?
I don't think so.
Esqueça.
Simplesmente esqueça. O medo, a insegurança, as dúvidas.
Esqueça. Por mim.
Por nós.
Não se preocupe, voltarei a sustentar suas dores. As minhas? Você não as verá mais, como antes.
Para você reservo o melhor lado de mim. O lado fraco? Não vale a pena conhecer.
Confie em mim. Continue me amando.
Como se não houvesse amanhã.
Se parar pra pensar, não há.
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